sábado, 9 de julho de 2011

A POLÍTICA CACHOEIRANA PRESENTE NAS CARTAS DE MANGABEIRA NO EXÍLIO


Mangabeira ao lado da filha Edyla e da mulher, Esther, num navio a caminho do exílio
Em seu livro "Octávio Mangabeira - Cartas do 1º Exílio", a historiadora Consuelo Novas Sampaio apresenta parte da trajetória deste político baiano, durante a fase que se seguiu à Revolução de 1930, quando foi destituído do cargo de Ministro das Relações Exteriores, preso, cassado em seus direitos políticos e exilado. Através de cartas escritas por ele e para ele, que estava com a família na Europa e proibido de voltar ao Brasil, a professora Consuelo traça um painel da política baiana e brasileira naquele período conturbado da história brasileira, que se seguiu à revolta popular e militar que havia deposto pelas armas o Presidente da República, Washington Luís e quase todos os governadores. A Bahia foi um dos estados mais castigados pelos novos detentores do poder, pois parcela majoritária de sua elite política era um dos sustentáculos do governo deposto. O exemplo maior foi o ex-governador Vital Soares, eleito vice-presidente da República na chapa do paulista Julio Prestes. Ambos foram impedidos de tomar posse. Numa das cartas escritas transcritas, o cunhado de Mangabeira, Euvaldo Pinho, que o mantinha atualizado acerca da política baiana, cita detalhes da política cachoeirana:  

 




Os personagens citados por Euvaldo Pinho na parte que se refere à política cachoeirana são o ex-deputado cachoeirano José Rabelo (também cassado, preso e  exilado); Ubaldino de Assis (ex-deputado, falecido quatro anos antes, em 1928) e o então jovem advogado João Mendes, que iniciava sua carreira política e que, mais tarde, viria a ser um dos mais destacados líderes da cidade, adversário ferrenho de outro líder histórico de Cachoeira, Augusto Públio Pereira. 

Uma curiosidade é que na fotografia da primeira parte da carta, tirada antes da Revolução de 1930, aparecem dois cachoeiranos de destaque na política da época. Ambos eram jornalistas: o primeiro da esquerda para a direita, é Simões Filho (fundador de A TARDE) e o terceiro, João Pacheco de Oliveira, que viria mais tarde a ser senador. Em 1930 ambos eram deputados federais. Entre eles, o santamarense Pedro Lago, que era senador e tinha sido eleito governador da Bahia. Também foi cassado e impedido de tomar posse.


2 comentários:

  1. Adorei essa sua publicação, muito legal, vou procurar me informar mais!

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  2. Raimundo Oliveira25 de julho de 2011 05:33

    Eu não conhecia essa parte da história,é muita coisa,felizmente temos você para incitar.Muita boa e como sempre a importância da cidade heróica no cenário Nacional.Saudações.

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